A serendipidade do South by Southwest

* Coluna da Consumidor Moderno – Maio/15

Para quem não conhece o South by Southwest, SXSW, ou “SouthBy” como tratam os assíduos, é um evento anual que toma conta da cidade de Austin no Texas e envolve três pilares principais: musica, filme e interação.
Esse ano estive por lá com a equipe da Eise (Escola de Inovação em Serviços) e conferimos de perto essa maratona que chega a ter 70 trilhas concorrendo ao mesmo tempo pela sua atenção em um mesmo horário.
Alguns dizem que o SXSW é o novo “Cannes”. Eu torço pra que nunca se torne. O motivo é simples: a sua natureza crua e informal e a diversidade de contextos e público cria uma sopa de ideias e ideais como nunca vi em evento algum.
Para você ter ideia eu tive a oportunidade de assistir um jogador da NFL falando sobre alta performance, Dana White e Ronda Rousey do UFC falando sobre mulheres no esporte, o investidor do UBER em um papo interessantíssimo com Malcolm Gladwell, o criador do seriado House of Cards falando sobre contação de histórias e uma equipe do Google explicando como tem ajudado startups e empresas a colocar design em seus negócios de forma rápida e de baixo custo através de “Design sprints”. Parêntesis … a Eise tem feito isso melhor que eles, aqui mesmo no Brasil, com o modelo MVS de aceleração de negócios através do Design Thinking que expliquei no meu novo livro The Service Startup, Inovação e Empreendedorismo através do Design Thinking. Fecha parêntesis.
Ao contrário de outros eventos como o TED, onde a “estética” segue um formato que é reforçado em todas as apresentações, o SXSW Interactive e seu formato mais “cru” te traz palestras extraordinárias e outras somente mesmo ordinárias. Mas a boa notícia é que, se você não achou legal, pode provavelmente escolher entre outras 40 sessões que estão acontecendo ao mesmo tempo.
O SXSW film transforma Austin em uma tela de cinema, com sessões acontecendo o tempo todo. Eu tive a oportunidade de ver a estreia de um documentário novo sobre a vida de Steve Jobs, o primeiro autorizado pelos familiares, chamado “Man in the machine” do diretor Alex Gibney.
O SXSW music é uma festa. Com shows iniciando as 08:30 da manhã e indo até as 04:00 da manhã do dia seguinte e dezenas deles acontecendo ao mesmo tempo é preciso muita disposição e boa logística para seguir a trilha das bandas, todas com muita qualidade musical e um repertório que vai do Jazz ao Indie Rock. Passaram esse ano por lá bandas com músicas recém estouradas nas paradas como o “Bleachers” e “Clean Bandit” e outras já consagradas como Incubus, que tive a oportunidade de ver em um boteco. o/. Austin é uma cidade esquisita.
As palestras sobre “para aonde vamos” no mundo da musica digital foram incríveis e repletas de insights sobre novas métricas e modelos de engajamento com o público. Foi interessante dividir a plateia com artistas e produtores ávidos por informações já que, na nova economia de iTunes e Streamings, são mesmo donos do próprio nariz. Conselho? Corre para atender em 2016.

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