Não ministro. Não somos um paraíso fiscal…

O ministro das comunicações Paulo Bernardo recentemente soltou a pérola de que os mesmos impostos que incorrem sobre os estabelecidos e escrachados oligopólios de tv por assinatura recaiam sobre os novos modelos de streaming de conteúdo, como o Netflix e a AppleTV por exemplo.

No topo disso, no ano passado a Ancine soltou essa norma:

Um dos pontos mais polêmicos da nova lei da TV paga não faz parte do projeto original e foi adicionado por meio de uma instrução normativa da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Trata-se da IN 105, anunciada no início do mês. Pela norma, a agência passará a cobrar um imposto sobre obras internacionais que não têm coprodução local e ficam disponíveis para consumo sob demanda.

Isso quer dizer que serviços como o Netflix – que permite o aluguel de filmes por meio de vários dispositivos, como TVs conectadas, tablets e celulares – e o Now, oferecido pela Net a seus assinantes, terão de pagar R$ 3 mil por título adquirido. Esse valor é referente ao recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

A medida surpreendeu os executivos do setor, que prevêem um impacto direto sobre o consumidor. Márcio Carvalho, diretor de produtos da Net, afirmou que o Now poderá sofrer redução de títulos no catálogo.”

Então se você ainda tinha alguma dúvida sobre o porque o acervo do seu Netflix ou da sua AppleTV  são uma bosta, acho que  ajudei a sanar: É porque você está colaborando com a produção cultural brasileira. Agora, pergunta para algum diretor de cinema ou ator amigo seu se está fácil para o  lado deles, e ai você terá uma boa ideia sobre o tipo de cultura que esse dinheiro está sustentando.

Ai vem o  ministro das telecomunicações dizer que somos um “paraíso fiscal” ?

“Não tem tributo nenhum porque não tem nenhuma regulação sobre esse serviço. Você paga hoje, assina, paga com um cartão de crédito internacional e o dinheiro vai lá para fora. De certa forma, para este segmento, nós somos um paraíso fiscal”, afirmou.

Paraíso fiscal?

Ministro, em todos os países por onde andam essas empresas, e não são poucos, elas pagam impostos. Ninguém esta montando modelo de negócio e esquecendo de por na conta o tributário. Ou o ministro está achando que a Apple vai quebrar se a iTunes passar a pagar imposto no Brasil? Que ninguém pensou nisso antes?  Alias… a grande maioria delas quer pagar impostos. Pois isso abre a possibilidade de oferecerem outros serviços que são oferecidos la fora e são fontes de receitas interessantes.
As empresas não localizam seus tributos pois não conseguem de jeito nenhum encaixar seus modelos de negócio nas políticas fiscais brasileiras, que são um pandemônio retrógrado, assasinas da inovação, e chamam josé de maria e maria de joão na hora de tributar serviços. Essa afirmação sua ministro é uma mistura de falta de vergonha na cara  com desinformação.

Isso para não entrar no mérito do porque os nossos “pobres” oligopólios que não dão a mínima para o cidadão brasileiro e não inovam, pois tem amigos no governo, precisam tanto “da sua ajuda”. E que boa vontade essa do ministro em defender os pobre coitados.

E por fim…  Os mesmos impostos das tv’s por assinatura ministro? Mas é que… não sei se deu para notar…é um outro modelo de negócio. Alias ministro, muito bem colocado, essa é a razão do problema.

Eita Brasil…

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/08/ministro-defende-regulacao-de-distribuicao-de-filmes-e-videos-line.html

A New Perspective on Service Design, Knowledge and… Hair Salons!?

Imagine you move to a new city and after some time you decide to have your hair cut or get a new hairstyle. For some people, this would be a frightening thought. Based on your knowledge of the consequences of not finding a new hairdresser who is “as good as” the one you used to have, what would your options be in such a situation? You would probably turn to your local acquaintances to hear about their suggestions and experiences. Then, you could personally visit some of the suggested hair salons to see if they meet your expectations in styles and budget. That’s a start. But wouldn’t it be great if you could present your previous experiences to this new hair dresser, showing images and ratings of those experiences? After all, all of that knowledge you created in your previous visits to the hairdresser is now the most useful asset you could wish for in order to guide you into this new experience.

But the truth is, that knowledge is not easily available. Most certainly you will have to start from scratch. You’ll have to test the available options here and there, until you’re confident of having re-established your “knowledge base” in this new city.

That’s how it is, but definitely not how it needs to be. The currently available technologies make it very simple to create a platform that could collect data from your experiences going to a hair salon in a very easy and rewarding way. The development of a system (e.g. an app, a website, etc.) that could collect key points on the agreement between your previous hair dressers and you would be reasonably simple to implement nowadays. For example, instead of doing a simple “mirror walk” at the end of the haircut, there could be a system that would privately collect pictures or videos of your final haircut and upload it to a platform (e.g., using a tablet connected to the internet), along with your name and the one from the hair dresser, making future service provisions much easier. (…)

Read the full article at Core77 website. 

Meta-Service Design: Designing a Way for Design to Survive in a Toxic Organizational Enviroment.


Market shockwaves are all around. The exchange place has never been so liquid and vulnerable. In this scenario, intuition gains momentum when compared to the sciences because everybody knows that to act instantly one needs to learn how to let instincts take over.”

(…)

As organizations realize that Design is the new competitive advantage, it becomes clearer to them that it cannot be completely externalized. Recently the acquisition of Fjord by Accenture is a good example of this. Every organization that completely externalizes Design, outsources its soul.”


Click Here to read the full article and download the Meta-Service Design Framework Canvas. 

A conversa evoluiu

“If you want to Design, do not waste all the time you have learning about Design, instead, learn about life. That will make you a better Designer”. (Philippe Starck)

Hoje na EISE rolou o campfire com Denis Russo Burgierman sobre políticas de drogas e seu sistema complexo. Amanhã é o meu Campfire, falando sobre “De produtos para serviços”. 

EISE é, além da carga horária de Design de Serviços mais completa e competente do mundo, o mais puro reflexo de que para nós a discussão evoluiu.

A jornada de um novo designer pode ser definida assim:

Fase 1) Meu despertar- Quando você desperta para a importância de se colocar as pessoas no centro das iniciativas.

Fase 2)
Meu preparo para a guerra – Quando você decide que vai fazer da missão da sua vida transformar situações existentes em preferidas, e precisa se habilitar nas ferramentas e práticas do Design para projetos em um mundo real e complexo.

A minha transformação – Quando você assume para si a responsabilidade, ganha novas lentes e reencontra sua capacidade individual de construir e transformar.

Transformando outros – Quando você tem habilidade e a confiança para contaminar e ensinar outros.

A Jornada da Eise é o programa de imersão mais intenso de Design Thinking, Design de Serviços e Inovação em Serviços do mundo, e foi criada para desafiar você que está na fase 2 e precisa evoluir a conversa.

Nos vemos por lá.

Brasil

Quando as linhas entre o fanatismo islâmico e o evangélico começam a se cruzar na minha cabeça, os pontos de diferença entre os dois começam a ser cada vez mais reduzidos a dispositivos explosivos, e tudo isso começa a subir para o governo, eu olho em volta e me pergunto se a nuvem negra, bizarra e medonha que estou vendo furtivamente começar a pairar sobre a sociedade brasileira é um sintoma de que preciso tomar prozac ou é o meu repitiliano me avisando para me preparar para lutar, congelar ou correr pq vai dar merda. Mas deixa eu colocar isso de outra forma, eu quero dizer, merda como essa minha geração NUNCA viu.
Eu quero dizer merda que vai parar em livro de história e cai em prova de vestibular. Esse tipo de merda.

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UPDATE:

Exatamente um mês depois, mais de 438 cidades do Brasil e milhões de pessoas foram para as ruas, e me inclua nessa.   Aqui tem mais detalhes.

Vale lembrar…

Dieter Rams …

Good Design Is Innovative : The possibilities for innovation are not, by any means, exhausted. Technological development is always offering new opportunities for innovative design. But innovative design always develops in tandem with innovative technology, and can never be an end in itself.

Good Design Makes a Product Useful : A product is bought to be used. It has to satisfy certain criteria, not only functional but also psychological and aesthetic. Good design emphasizes the usefulness of a product while disregarding anything that could possibly detract from it.

Good Design Is Aesthetic : The aesthetic quality of a product is integral to its usefulness because products are used every day and have an effect on people and their well-being. Only well-executed objects can be beautiful.

Good Design Makes A Product Understandable : It clarifies the product’s structure. Better still, it can make the product clearly express its function by making use of the user’s intuition. At best, it is self-explanatory.

Good Design Is Unobtrusive : Products fulfilling a purpose are like tools. They are neither decorative objects nor works of art. Their design should therefore be both neutral and restrained, to leave room for the user’s self-expression.

Good Design Is Honest : It does not make a product more innovative, powerful or valuable than it really is. It does not attempt to manipulate the consumer with promises that cannot be kept

Good Design Is Long-lasting : It avoids being fashionable and therefore never appears antiquated. Unlike fashionable design, it lasts many years – even in today’s throwaway society.

Good Design Is Thorough Down to the Last Detail : Nothing must be arbitrary or left to chance. Care and accuracy in the design process show respect towards the consumer.

Good Design Is Environmentally Friendly : Design makes an important contribution to the preservation of the environment. It conserves resources and minimises physical and visual pollution throughout the lifecycle of the product.

Good Design Is as Little Design as Possible : Less, but better – because it concentrates on the essential aspects, and the products are not burdened with non-essentials. Back to purity, back to simplicity.

Amém.

BRIC? O Brasil é BGAUV !

“Se os impostos pagos no Brasil fossem um país, ele seria a 16ª economia do mundo, com um PIB 2 vezes maior que a Argentina. #Acorda_Brasil”.

Meu amigo de alguns anos e economista Ricardo Amorim começou o dia postando essa. Dá para acreditar?
Dá. Lógico que dá.

Mas, pior do que pagar imposto, na Noruega você deixa perto de 60% do  salário, é descartar esse dinheiro. Aqui no Brasil não pagamos impostos, jogamos dinheiro fora, é  diferente. Nunca voltou. Sabemos que não vai.

A infra-estrutura de serviços públicos no Brasil não mostra nada diferente há décadas. Ah, para não ser injusto, tem o Poupa Tempo.  É verdade. E ele foi criado em 1996. Sim, já se passaram mais de 16 anos.
Para os que trabalham com o governo ajudando a máquina a se renovar, os projetos não param. Para o público do outro lado do balcão tudo continua igual.  Motivos? Diversos. Projetos são descontinuados entre gestões, e o direcionamento dos projetos obedece a lei do “me faz parecer bonito na tv durante a minha gestão” e não a lei do “isso é o que as pessoas que represento precisam nesse momento”. Além disso agora temos a profissão “concurseiro”.

– Vai fazer concurso público?
– Sim
– Você que ser servidor público? Por quê?
– Ahn? Sei la.
– Ok… Vai fazer concurso para onde?
– Ah, tanto faz.


* Funcionário jogando paciência na Previdência e cuidando da expressão facial para parecer bem ocupado. 

Os motivos continuam com a substituição de servidores públicos competentes e dedicados por outros recém chegados em cabide eleitoral. A burocracia, melhor cortina de fumaça contra a incompetência. O constante foco em fazer números burros. Etc. Etc. Etc.

Não é sério. O Brasil não é sério. No ranking de qualidade de prestação de serviços públicos do instituto suiço IMD ficamos em 55o lugar, atrás de nós? Grécia (56.º), Argentina (57.º), Ucrânia (58.º) e Venezuela (59.º).

É o bloco BGAUV.

Chegamos ao ponto de acharmos que a máquina pública é doente por si só. De pensarmos que o setor privado, por definição, tem que andar mais rápido ou ser mais “esperto” que o setor público. Isso pode ser uma crença brasileira, mas está longe de ser uma verdade absoluta. 

Nesse link sou entrevistado pela Globonews sobre um projeto para o setor público no qual ajudamos a população de uma pequena cidade na Inglaterra a encontrar o seu caminho de volta ao mercado de trabalho. Esse projeto foi considerado recentemente um dos 100 projetos de maior impacto social do mundo.

Manifesto do ACORDA!!!

Inspirado em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/27/ao-menos-20-morrem-em-incendio-em-casa-noturna-em-santa-maria-rs.htm

Nego ta de sacanagem. Só pode. Nego ta de sacanagem. Eu acho que o Governo Brasileiro ta fazendo parte de um experimento social com o objetivo de medir qual o limite de insurgencia de um povo ou nação. O script do experimento envolve o governo fazer o povo de palhaço, otário, roubá-lo etc etc etc… Estamos no momento batendo o recorde ultrapassando países africanos na nossa capacidade de absorção e grau insuperável de animosidade. 
Alguns vão dizer que é educação o problema. Em Angola, o povo mesmo sem saber física quântica se emputeceu com os portugueses e tomaram tudo. Educação faltou na hora de administrar o resultado. Mas não falta educação pra meter um pé na bunda de sangue-suga. Falta é vergonha na cara e patriotismo. E estamos longe de sermos Angola. 
Tem gente capacitada querendo fazer direito. Só não são esses que tem o microfone (ou o carimbo) na mão. 
Mas o grito de guerra agora é Carnaval!!! Certo? De repente voltamos a falar sobre isso depois… certo?
Não sou contra o carnaval, mas não tenho como pensar que deve existir um motivo para em países onde o povo não veste nariz de palhaço o ano inteiro, ele ser comemorado de maneira ….digamos…. “levemente” diferente. Servimos é de base, pra quando o gringo quer descaralhar, ai ele vem pra cá, pra baderna. E nós somos orgulhosos de sermos quem dá a festa. Nego vem, come, bebe, pula e vaza. Voltando pra realidade… “ufa, foi bom, varias fotos”. Nós não precisamos de fotos, essa porra dessa zona descontrolada é o nosso dia a dia. Carnaval é todo dia. Não temos como sair.
Ficamos. Reclamando naquelas… achando que “ALGO TEM QUE SER FEITO”. Claro.. mas “NÃO SOU EU Q VOU RESOLVER ISSO”.

É foda. É facil ridicularizar a exacerbação do patriotismo americano. Bandeiras na porta das casas “estúpidos”. Ou falar do orgulho do Inglês da sua monarquia … casamento da princesa “que babaquice”. E é mais fácil ainda pra nós, brasileiros, que não sabemos que porra é essa. NUNCA soubemos. O que é DE VERDADE ser brasileiro. Patriota. Orgulhoso. Parte de uma nação.
Nação? Aqui, parceiro, é cada um correndo atrás do seu. Não pisca não. Aliás parabéns. Me admiro que tenha chegado até aqui na leitura, a maioria deve ter voltado a fazer o que tava fazendo antes de começar.

Costurando 2013


Daqui a pouco rola o churrasco dos liveworkers brasileiros, comandado pelo genuíno gaúcho Luis Alt, e com ele encerramos o ano. O céu resolveu entrar na festa.
Esse ano finalizamos com entregas incríveis, problemas bizarros transformados em situações preferidas. É isso que fazemos. É isso que amamos fazer. E me orgulho demais desse time. Se isso fosse uma mesa de Poker eu entrava All-in de que nos temos a melhor equipe de Service Design do mundo. De olho fechado.
E não é por falta de conhecer, ou por desmerecer as outras, onde figuram amigos queridos. Mas que time, que ano, quanto crescimento. Brindamos a isso hoje.
E que 2013 nos traga a oportunidade de causar mais impacto. E, com nossa costura frenética de pontos de contato, mudarmos o mundo.

Onward!
Tenny

Tempestade de mudanças

A expressão correta seria “Ventos de mudança”, perdoe a adaptação, é que eu acredito que a tempestade já chegou faz tempo.
Descobri hoje q a mesma edicao da HSM da minha entrevista tinha na capa Porter dando dicas de como competir frente as mudancas de mercado…. Bem, n funcionou bem pra ele e o Monitor Group. Pra quem ta viajando nisso: Previously on … everywhere, Michael Porter decretou a falência de sua empresa, o Monitor Group. Porter criou o modelo das 5 forcas em 79, antes do facebook,wikipedia, web, antes da massificacao do prestígio, antes da aglomeração máxima de ofertas de marcas, antes do relacional ser mais importante que o transacional, antes do mundo ficar plano, de existirem marcas líderes sem fábricas, antes da iTunes, do iPod, antes da volta do Steve Jobs, alias Steve estava ainda na garagem. Antes de provavelmente tudo que você ama hoje se relacionar com, existir.

No entanto, esse modelo continua sendo empregado largamente e sem adaptacoes pelas principais organizacoes e escolas de MBA do mundo.
Meus votos são, quanto mais agora, de urgente mudança.